sábado, 16 de maio de 2009

Inclusão digital como forma de inclusão social, através do uso da tecnologia educacional

Em uma sociedade onde a exclusão ainda é bastante acentuada pelo alto custo e a velocidade das mudanças tecnológicas, é necessário que as Instituições de Ensino Superior estejam preparadas para fazer da educação uma forma de Inclusão.
Diante das novas demandas das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), cada vez mais se faz necessário a capacitação do corpo docente para formar cidadãos conscientes de seu papel social, capazes de desenvolver atividades criativas, administrativas, de negociação, planejamento, comunicação com domínio de línguas e da linguagem científica, para compreenderem e estarem engajados no processo adequado de seu desenvolvimento. Neste sentido cabe à escola o desafio de incluir e formar cidadãos conscientes de seu papel social, objetivando estarem aptos não apenas para a competitividade do mercado e o exercício de uma profissão, mas, essencialmente, preparados para a vida.

Um dos maiores desafios da inclusão digital hoje é inserir o cidadão na sociedade da informação, com o objetivo de vencer a baixa escolaridade, a má distribuição de renda e a falta de capacitação para usar a tecnologia quanto às mídias, seja Internet, televisão ou qualquer outro provedor de informações, em que a ausência destes conhecimentos gera a exclusão digital. Esta situação pode se tornar ainda mais crítica quando os educadores procuram isentar-se da responsabilidade que têm neste quesito.

Diante desta realidade, faz-se necessário que se promovam mudanças na educação brasileira, possibilitando que um número maior de pessoas tenham acesso à informação e tecnologia, qualificando-as para o mercado de trabalho, preparando-as para compreender e utilizá-la de forma crítica e empreendedora, objetivando o desenvolvimento pessoal e comunitário, ampliando suas oportunidades e diminuindo com isso a profunda desigualdade social.

As universidades, faculdades e as escolas em geral, devem ser criativas e inovadoras para mobilizar o aluno e o grupo, seja na sala de aula presencial ou na educação à distância, a encontrar soluções possíveis, teóricas e práticas. Bem como, ser capaz de iniciá-lo na utilização da tecnologia para que a aprendizagem seja significativa, desafiadora e instigante, propiciando aos alunos da geração digital, oportunidades de deixar de serem meros receptores de informações emitidas pelo professor, pela TV ou por um sistema multimídia, garantindo condições de concretização da interatividade necessária para o aluno adquirir conhecimento e cultura de forma participativa e inclusiva. Da mesma forma o professor deve ser mediador e promotor do processo de aprendizagem, motivando e propondo situações desafiadoras ao aluno.

É importante que as Instituições de Ensino Superior dêem especial atenção, tanto nos cursos de formação dos professores, para que eles estejam bem preparados quanto as Tecnologias de Informação e Comunicação, quanto no seu próprio corpo docente, qualquer que seja o curso, para atender às necessidades sociais e formar os alunos para que sejam, no futuro, profissionais conscientes de sua responsabilidade social.

Uma vez que o nível de exclusão digital do país é medido em termos de raça, gênero, idade, deficiência, localização, renda e também do número de telefones, computadores e usuários da Internet entre grupos específicos dentro de cada país, o governo tem papel fundamental no processo de minimizar as desigualdades sociais, Através de projetos voltados para inclusão sócio-digital, centrada na educação como instrumento de universalização para as camadas menos favorecidas e pela implementação de políticas educacionais, no estabelecimento de novas relações com a sociedade, universalizando e democratizando o uso da rede Internet na educação brasileira e com particular destaque para a formação do professor, fazendo uso das mídias digitais, contribuindo no sentido de superar a exclusão digital.

Fonte: Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

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