segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Inclusão Social Através do Ensino Superior

Desde os primórdios dos tempos, o homem vem passando por revoluções. Após a revolução agrária, industrial e burguesa, aconteceu a revolução tecnológica, surgindo assim, uma nova ciência: a informática.
Nos últimos 20 anos, a revolução informática adquiriu grande velocidade, impulsionando a convergência tecnológica. A Internet e os dispositivos que dão acesso a ela, principalmente o computador, estão se tornando uma necessidade básica da população em qualquer nível social e a utilização da informática em todos os segmentos sociais não pode ser ignorada uma vez que, o desenvolvimento das tecnologias pode criar um ambiente cultural e educativo como fonte de conhecimento e aprendizado.

Num curto período de tempo, o computador pessoal passou a ser indispensável transformando a relação que é estabelecida com o mundo em que se vive. No âmbito acadêmico, muito ainda deve ser discutido e debatido, devido às rápidas transformações advindas desta invenção.

Com a disseminação da informática, a educação passa necessariamente pela evolução educacional, cujos desafios de implantação serão suplantados através de tecnologias inovadoras na distribuição da informação. Neste contexto, a educação precisa incluir-se a fim de formar profissionais capazes de participarem ativamente da nova sociedade que se forma.
Cabe à escola o desafio de formar o cidadão através da educação, e uma vez identificada as necessidades, é preciso dar aos cidadãos condições para uma boa formação, tornando-os capazes de fazer uso desses recursos tecnológicos, não apenas para o trabalho, mas para torná-los cidadãos capazes de desenvolver, inovar e criar novos caminhos, participando das decisões políticas de seu interesse e avançando no processo de democratização das sociedades.

A grande parte da população global não tem acesso às informações que estão em meio digital, tornando assim difícil encontrar alternativas que visem à inclusão digital em um país como o Brasil. O cidadão precisa ter a chance de ser incluído na sociedade da informação, para deixar de ser um excluído digital, pois são poucos os profissionais que estão aptos ou que têm vocação e estão preparados para trabalhar com os excluídos. É importante que o cidadão esteja preparado para ter capacidade de compreender, assimilar, utilizar e influir na decisão sobre a importância e as finalidades da tecnologia digital e política entre outras, sendo capaz de se posicionar criticamente em relação a esses dados.

As instituições de ensino hoje se defrontam com novas realidades e novas exigências porque elas não são mais a única instituição a construir o saber, o aprendizado não está mais restrito a quatro paredes, e todos os que estão envolvidos nela – corpo discente, docente e equipe pedagógica, devem continuar ampliando os conhecimentos fora dela. A diversidade de fluxos de conhecimentos em que as relações e as interconexões que a escola produz estão levando a sociedade atual para uma sociedade móvel, ou ainda, para uma escola móvel, em que um campo de interação se amplia à medida que ela se conecta com todos os espaços, seja no campo relacional e cognitivo ou no campo político, cultural e econômico no processo de formação das pessoas.

A má distribuição de renda e a falta de capacitação para usar a tecnologia bem como a dificuldade para ter acesso físico à infra-estrutura, são alguns dos obstáculos para a inclusão digital e só haverá êxito no processo de Inclusão Digital, se for através de um processo coletivo, que envolva órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades, entidades científicas e tecnológicas, cientistas, comunicadores, pesquisadores, professores e estudantes.
Fonte: Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

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