sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estar à frente do mercado significa ser capaz de prever o que acontecerá daqui a cinco anos...

Ano 2000, as profecias estavam erradas, pois o mundo não acabou!

Pelo menos agora tudo o que precisamos é de um total e irrestrito “Controle”, que se torna a palavra de ordem. Toda computação deve passar por fases definidas, nasce a Unified Model Language (UML) e rapidamente atinge nossas portas. Fases com definição, desenho, desenvolvimento, teste e implementação são esclarecidas e conhecidas.

Note que essas mudanças se fundamentam de cinco em cinco anos. Estar à frente do mercado significa ser capaz de prever o que acontecerá daqui a cinco anos e exatamente estudar para isso. A tendência de mercado atual ruma para os celulares e handhelms, basta ver o crescimento desses “pequenos” aparelhos.
A próxima palavra-chave deverá ser “Multi”, ambientes Multi-centric, pois, diferentes da computação distribuída, esses ambientes abrangem tecnologia Web e portátil em um processo completamente descentralizado: imagine o programador sem ir ao trabalho realizando todas as suas funções em casa. Em relação aos serviços Web, provavelmente, os Applications Servers irão dominar.
Fonte: Aplicando Lógica OO em Java. [Fernando Anselmo]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mais um pouco da História de Lógica de programação

Já chegamos a meados de 1990, grita-se “Produtividade”.

Tudo deveria ser feito da forma mais rápida e da melhor maneira possível. Surge, então, o auge do modelo Client/Server e conceitos sobre Rapid Aplication Development (RAD), ferramentas como Visual Basic e Delphi são as mais procuradas pelas equipes de desenvolvimento.

Mais cinco anos se passaram...
E no ano de 1995 todo clamor tem seu nome por “Performance”: a computação finalmente deixa de ser centralizada e ganha o mundo, através, principalmente, da Internet (a rede mundial de computadores).
Conceitos como “Computação Distribuída” e “Escalabilidade” são os mais procurados. Divulga-se firmemente a clareza de um melhor modelo para a Orientação a Objetos, conceito este que foi iniciado em 1966.
Modelos RADs já não servem mais solitariamente: nasce a plataforma e a linguagem Java.

Fonte: Aplicando Lógica Orientada a Objeto em Java. [Fernando Anselmo]

terça-feira, 26 de maio de 2009

UM POUCO DE HISTÓRIA DE LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO

Tudo se iniciou no ano de 1980...

Quando a palavra de ordem era “Codificação”. A maior preocupação era quanto a escrever programas e, dos programas, escrever sistemas para computadores. Quanto mais, melhor. Linguagens como Fortran, Algol, Cobol, Pascal e C estavam no auge, e o programador era considerado “Amo e Senhor”.

No ano de 1985...
Em uma escalada rápida de desenvolvimento, os Dados passaram a ser o objeto da atenção, descobriu-se a Structure Query Language (SQL) e ferramentas case passariam a “fazer” todo o trabalho da codificação de forma totalmente automatizada.
Fonte: Aplicando Lógica OO em Java. [Fernando Anselmo]

domingo, 24 de maio de 2009

Educação: Fonte de Inclusão

Ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para resolver o problema da exclusão social e digital no país, tais como, má distribuição de renda, baixa taxa de escolaridade e limitação do próprio conhecimento.

Os desafios são muitos, e a escola tem papel fundamental nesse processo de incluir o cidadão na sociedade, como mediadora de levar o conhecimento da tecnologia, da socialização virtual e da Informação preparando o cidadão para o mundo globalizado em que vivemos.

Cabe às instituições de ensino o desafio de formar cidadãos através da educação, oportunizando condições para uma boa formação, tornando-os capazes de fazer uso dos recursos tecnológicos, não apenas para o trabalho, mas para torná-los cidadãos capazes de desenvolver, inovar e criar novos caminhos, participando das decisões políticas de seu interesse, e avançando no processo de democratização das sociedades.

Neste sentido faz-se necessário nas instituições de ensino em geral, o emprego adequado de softwares livres, amplamente utilizado em projetos governamentais, que são soluções tecnológicas que reduzem os custos com licenças de software tanto para a aquisição quanto para a manutenção e atualização das mesmas, além da criação e disponibilização de conteúdo, emprego de novas metodologias educacionais, voltadas para o aprendizado via Internet, aliadas ao crescente incremento nas taxas de transmissão e armazenamento de mídia, permitindo a criação de conteúdos cada vez mais otimizados para atender à necessidade de aprendizado de cada indivíduo em todas as regiões do país.

É necessário que todos trabalhem no sentido da busca de soluções efetivas para que cidadãos dos diferentes segmentos sociais e regiões tenham amplo acesso à Internet e à inovação tecnológica, que trará soluções para os principais problemas que afetam tanto a implantação quanto o sucesso dos projetos de Inclusão Digital, evitando assim que se crie uma classe de "info-excluídos", gerada pela sociedade da informação e a universalização dos serviços de informação e comunicação, tornando-se condição fundamental, ainda que não exclusiva, a inserção dos indivíduos como cidadãos, para se construir uma sociedade da informação para todos, oferecendo acesso à Internet, a um menor custo e levando tal acesso para regiões remotas, onde existe uma maior dificuldade e também exclusão digital.

Os projetos de Inclusão Digital ainda precisam evoluir muito no sentido de se especificar "o que" oferecer para o público-alvo de cada região e "como" oferecer este conteúdo, criando uma interação entre o emissor e o receptor, de forma que este não "assista" a uma apresentação, mas sim participe de um processo de aprendizado onde ocorra a assimilação daquilo que foi exposto, proporcionando ao receptor informações que contribuam para a edificação e o crescimento de seu aprendizado e de sua educação e propiciando uma alavancagem do leque de opções do indivíduo para o mercado de trabalho.

Fonte: Mirian Bueno Fiorenza.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ações Governamentais para a Inclusão

O governo brasileiro, assim como outros setores, têm desenvolvido projetos procurando investir em uma faixa da população alfabetizada, porém carente de recursos, para diminuir a diferença existente entre os incluídos e os excluídos na sociedade da informação. Os incentivos governamentais são de suma importância para incluir as pessoas excluídas social e digitalmente, proporcionando-lhes acessos aos mais variados contextos sócio-culturais.

Desde a década de 90, o governo brasileiro vem integrando a educação, a ciência e a tecnologia, tendo a educação como promotora da cidadania social e da competitividade econômica, num paradigma produtivo baseado na dominação do conhecimento para uma maior participação social dos cidadãos.

A inclusão digital está presente na agenda do governo, porém, ela não pode ser reduzida a disponibilização de equipamentos e conteúdos. É necessário preparar o profissional da informação para atuar como um mediador no mundo digital garantindo a efetiva comunicação, na qual ele esteja preparado para interagir com pessoas e máquinas em um constante intercâmbio de dados e informação, produzindo uma maior inclusão social.

Com o intenso investimento por parte do governo em pesquisa e desenvolvimento, e formação dos professores anunciados pelo MEC, espera-se que haja uma considerável modificação nesta questão, com novas possibilidades tecnológicas para uso dos recursos das TICs na educação e na cultura, objetivando modificar a realidade educacional e cultural do país, que pode, em função das escolhas estabelecidas, gerar uma nova sociedade mais igualitária.

Um dos maiores entraves para o desenvolvimento de projetos que visam à inclusão digital é a grande extensão geográfica brasileira. Apesar disso, o governo tem como objetivos a implantação e o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação e informação centrada na educação continuada e à distância como instrumento de universalização da educação para as camadas menos favorecidas e com particular destaque para a formação do professor que já atua no sistema.
Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Responsabilidade do Docente

O professor deve atuar como mediador no processo de aprendizagem, como instrumento facilitador para incluir o aluno tanto social quanto digitalmente.
Cursos rápidos não favorecem a continuidade do aprendizado do professor e são insuficientes para fazer com que ele se aproprie de conhecimentos que permitam reconstruir continuamente a sua prática docente. O acesso as TICs deve estimular a capacidade produtiva, com diferentes recursos disponíveis com uma atualização constante dos professores, pedagogos e técnicos que trabalham com o conteúdo.

O professor deve ser sujeito de sua ação e não mero executor de atividades ou técnicas; deve ser produtor de conhecimentos, e não meramente consumidor. Não basta a universalização do acesso às tecnologias. Apesar de necessária é insuficiente. Trabalhar inclusão digital implica vontade e ação política, investir na democratização do uso e também em capacitação dos professores para que eles saibam usar e manejar o novo meio, além de aprender, prover serviços, informações e conhecimentos, articular redes de produção que permitirão e potencializarão a emergência do novo, a proposição e a efervescência da diversidade.

Cabe ao professor como mediador e como promotor do processo de aprendizagem, motivar, propor situações desafiadoras e ajudar o aluno no redirecionamento de processos. Da mesma forma, cabe à informática, o apoio, como recurso instrumental. Um recurso atraente, motivador, mas que não provoca a aprendizagem se não for integrado num projeto pedagógico que promova um processo de aprendizagem significativa.

O papel do professor nesse novo contexto é ter condições de analisar e discutir sobre sua própria prática, de estabelecer relações entre essa prática e a sociedade em que vive. Neste sentido, se o professor não é um incluído, logo não terá condições de promover a inclusão de seus alunos e acabará então, assumindo e reforçando a idéia de "inclusão digital" na perspectiva do consumo. Portanto, o envolvimento desse profissional com as diferentes tecnologias e linguagens, depende muito mais da iniciativa de cada um do que das políticas públicas na área.

Os educadores para estarem bem preparados, precisam do alto conteúdo científico e o domínio de tecnologias, para atender as necessidades sociais e poder incluir os indivíduos na sociedade do conhecimento e estarem aptos a enfrentar a competitividade do mercado. Deve ter capacidade e competência para construir o próprio processo pedagógico articulando o ensino e a pesquisa, de acordo com os avanços científico-tecnológicos e as necessidades e capacidades dos universitários.

O professor deve ter capacidade e competência para construir o próprio processo pedagógico articulando o ensino e a pesquisa, de acordo com os avanços científico-tecnológicos e as necessidades e capacidades dos universitários. Para a educação escolar ser instrumento de transformação social, o professor deve ter uma atitude crítica, perante a didática, refletindo sobre a melhor forma de ajudar seus alunos no processo de reconstrução do conhecimento e a eficácia de sua ação didática, expressa nos resultados da avaliação do aproveitamento do aluno.
Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Papel das Instituições de Ensino Superior no Preparo dos Futuros Profissionais

É necessário que a educação passe por uma grande reforma, e as Instituições de Ensino Superior tem papel fundamental no sentido de ajudar a formar cidadãos incluídos tanto social quanto digitalmente.
O mundo vive hoje um momento histórico de rapidez, mudança e velocidade das transformações, assim é preciso adotar políticas e estratégias para conviver nesses ambientes de mudanças e valores, desaprendendo velhas práticas e adotando novas posturas.
Renovar a educação brasileira é um dos grandes desafios a serem vencidos. Há uma necessidade de profunda reforma educacional em nosso país em todos os níveis, mas em particular no que se refere à educação científica. Novas alternativas na educação contribuem para diminuir a desigualdade, dando condições competitivas para enfrentar o mercado de trabalho do novo milênio, unificando o mundo pela comunicação digital através dos milhares de sites da Internet que formam uma impressionante biblioteca digital na rede mundial de computadores, frutos da revolução tecnológica.
Na sociedade do conhecimento a educação tem experimentado mudanças profundas e radicais e outras transformações estão a caminho, por isso requerem visão prospectiva, além de planejamento estratégico na organização das sociedades e no conhecimento das novas tecnologias.
"A universidade brasileira para cumprir seu papel social em um mundo altamente cambiante, precisa orientar-se em um modelo voltado para a geração e difusão do conhecimento e para a sua missão de preparar os cidadãos não apenas para o exercício de uma profissão, mas também para a vida" (ROCHA NETO).
Faz-se necessário que se entenda a relação da mídia com a educação, exige-se que se reflita, como as TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação) estão modificando o cotidiano das escolas e da sociedade em geral, assim como o papel das políticas públicas de áreas como educação, comunicação, informática e telecomunicações, para compreender as relações que se estabelecem entre esses diversos campos do saber.
As universidades e as escolas em geral, devem inovar, para que a aprendizagem seja significativa, desafiadora e instigante, da mesma forma o professor deve ser criativo para mobilizar o aluno e o grupo a encontrar soluções possíveis, teóricas e práticas, bem como ser capaz de iniciá-lo na utilização da tecnologia.
É fundamental que as instituições de ensino superior sofram mudanças nos cursos de formação dos professores, um curso pedagogicamente pobre, levará o educador a trabalhar com seus alunos de uma forma também pobre. Capacitar o professor é fundamental e para isso deve haver um diálogo interativo entre ciência, cultura, teorias de aprendizagem, gestão da sala de aula e da escola, atividades pedagógicas e domínio das tecnologias que facilitam o acesso à informação e à pesquisa. As escolas e universidades constituem componentes essenciais à inclusão digital, uma vez que diversos protagonistas (professores, alunos, especialistas membros da comunidade) atuam em conjunto para o processo de construção de conhecimento.
É imperativo que a inclusão digital esteja integrada aos conteúdos curriculares, e isto requer um redesenho do projeto pedagógico e grade curricular atuais, para possibilitar à população o usufruto dos mais variados serviços prestados via Internet, ou seja, acesso a esse vasto banco de informações e serviços.
A sociedade num todo deve estar preparada para enfrentar os desafios do desenvolvimento tecnológico, investindo na inclusão digital juntamente com as escolas, professores e alunos, inserindo conteúdos como finalidade à aplicabilidade social, avaliando seus processos de recepção e mediação, trabalhados a partir de conceitos e práticas da alfabetização da informação. O grande desafio no nosso país é possibilitar que cada brasileiro tenha oportunidade de adquirir conhecimento básico sobre a ciência e seu funcionamento para poder ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho, diminuindo com isso as profundas desigualdades sociais.
A atual sociedade da informação requer novos comportamentos dos indivíduos de todas as camadas sociais que apresentam necessidades que antes estavam muito longe de nossos problemas cotidianos, para conviver em um mundo em rápida evolução e inovações tecnológicas e para formar profissionais que atendam ao amplo e mutante resultado da demanda do mercado de trabalho, a educação precisa enfrentar vários desafios, entre os quais, educar os cidadãos preparando-os para acompanhar e incorporar na sociedade o progresso técnico-científico.
Fonte: Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Inclusão Social Através do Ensino Superior

Desde os primórdios dos tempos, o homem vem passando por revoluções. Após a revolução agrária, industrial e burguesa, aconteceu a revolução tecnológica, surgindo assim, uma nova ciência: a informática.
Nos últimos 20 anos, a revolução informática adquiriu grande velocidade, impulsionando a convergência tecnológica. A Internet e os dispositivos que dão acesso a ela, principalmente o computador, estão se tornando uma necessidade básica da população em qualquer nível social e a utilização da informática em todos os segmentos sociais não pode ser ignorada uma vez que, o desenvolvimento das tecnologias pode criar um ambiente cultural e educativo como fonte de conhecimento e aprendizado.

Num curto período de tempo, o computador pessoal passou a ser indispensável transformando a relação que é estabelecida com o mundo em que se vive. No âmbito acadêmico, muito ainda deve ser discutido e debatido, devido às rápidas transformações advindas desta invenção.

Com a disseminação da informática, a educação passa necessariamente pela evolução educacional, cujos desafios de implantação serão suplantados através de tecnologias inovadoras na distribuição da informação. Neste contexto, a educação precisa incluir-se a fim de formar profissionais capazes de participarem ativamente da nova sociedade que se forma.
Cabe à escola o desafio de formar o cidadão através da educação, e uma vez identificada as necessidades, é preciso dar aos cidadãos condições para uma boa formação, tornando-os capazes de fazer uso desses recursos tecnológicos, não apenas para o trabalho, mas para torná-los cidadãos capazes de desenvolver, inovar e criar novos caminhos, participando das decisões políticas de seu interesse e avançando no processo de democratização das sociedades.

A grande parte da população global não tem acesso às informações que estão em meio digital, tornando assim difícil encontrar alternativas que visem à inclusão digital em um país como o Brasil. O cidadão precisa ter a chance de ser incluído na sociedade da informação, para deixar de ser um excluído digital, pois são poucos os profissionais que estão aptos ou que têm vocação e estão preparados para trabalhar com os excluídos. É importante que o cidadão esteja preparado para ter capacidade de compreender, assimilar, utilizar e influir na decisão sobre a importância e as finalidades da tecnologia digital e política entre outras, sendo capaz de se posicionar criticamente em relação a esses dados.

As instituições de ensino hoje se defrontam com novas realidades e novas exigências porque elas não são mais a única instituição a construir o saber, o aprendizado não está mais restrito a quatro paredes, e todos os que estão envolvidos nela – corpo discente, docente e equipe pedagógica, devem continuar ampliando os conhecimentos fora dela. A diversidade de fluxos de conhecimentos em que as relações e as interconexões que a escola produz estão levando a sociedade atual para uma sociedade móvel, ou ainda, para uma escola móvel, em que um campo de interação se amplia à medida que ela se conecta com todos os espaços, seja no campo relacional e cognitivo ou no campo político, cultural e econômico no processo de formação das pessoas.

A má distribuição de renda e a falta de capacitação para usar a tecnologia bem como a dificuldade para ter acesso físico à infra-estrutura, são alguns dos obstáculos para a inclusão digital e só haverá êxito no processo de Inclusão Digital, se for através de um processo coletivo, que envolva órgãos governamentais, instituições de pesquisa, universidades, entidades científicas e tecnológicas, cientistas, comunicadores, pesquisadores, professores e estudantes.
Fonte: Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

sábado, 16 de maio de 2009

Inclusão digital como forma de inclusão social, através do uso da tecnologia educacional

Em uma sociedade onde a exclusão ainda é bastante acentuada pelo alto custo e a velocidade das mudanças tecnológicas, é necessário que as Instituições de Ensino Superior estejam preparadas para fazer da educação uma forma de Inclusão.
Diante das novas demandas das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), cada vez mais se faz necessário a capacitação do corpo docente para formar cidadãos conscientes de seu papel social, capazes de desenvolver atividades criativas, administrativas, de negociação, planejamento, comunicação com domínio de línguas e da linguagem científica, para compreenderem e estarem engajados no processo adequado de seu desenvolvimento. Neste sentido cabe à escola o desafio de incluir e formar cidadãos conscientes de seu papel social, objetivando estarem aptos não apenas para a competitividade do mercado e o exercício de uma profissão, mas, essencialmente, preparados para a vida.

Um dos maiores desafios da inclusão digital hoje é inserir o cidadão na sociedade da informação, com o objetivo de vencer a baixa escolaridade, a má distribuição de renda e a falta de capacitação para usar a tecnologia quanto às mídias, seja Internet, televisão ou qualquer outro provedor de informações, em que a ausência destes conhecimentos gera a exclusão digital. Esta situação pode se tornar ainda mais crítica quando os educadores procuram isentar-se da responsabilidade que têm neste quesito.

Diante desta realidade, faz-se necessário que se promovam mudanças na educação brasileira, possibilitando que um número maior de pessoas tenham acesso à informação e tecnologia, qualificando-as para o mercado de trabalho, preparando-as para compreender e utilizá-la de forma crítica e empreendedora, objetivando o desenvolvimento pessoal e comunitário, ampliando suas oportunidades e diminuindo com isso a profunda desigualdade social.

As universidades, faculdades e as escolas em geral, devem ser criativas e inovadoras para mobilizar o aluno e o grupo, seja na sala de aula presencial ou na educação à distância, a encontrar soluções possíveis, teóricas e práticas. Bem como, ser capaz de iniciá-lo na utilização da tecnologia para que a aprendizagem seja significativa, desafiadora e instigante, propiciando aos alunos da geração digital, oportunidades de deixar de serem meros receptores de informações emitidas pelo professor, pela TV ou por um sistema multimídia, garantindo condições de concretização da interatividade necessária para o aluno adquirir conhecimento e cultura de forma participativa e inclusiva. Da mesma forma o professor deve ser mediador e promotor do processo de aprendizagem, motivando e propondo situações desafiadoras ao aluno.

É importante que as Instituições de Ensino Superior dêem especial atenção, tanto nos cursos de formação dos professores, para que eles estejam bem preparados quanto as Tecnologias de Informação e Comunicação, quanto no seu próprio corpo docente, qualquer que seja o curso, para atender às necessidades sociais e formar os alunos para que sejam, no futuro, profissionais conscientes de sua responsabilidade social.

Uma vez que o nível de exclusão digital do país é medido em termos de raça, gênero, idade, deficiência, localização, renda e também do número de telefones, computadores e usuários da Internet entre grupos específicos dentro de cada país, o governo tem papel fundamental no processo de minimizar as desigualdades sociais, Através de projetos voltados para inclusão sócio-digital, centrada na educação como instrumento de universalização para as camadas menos favorecidas e pela implementação de políticas educacionais, no estabelecimento de novas relações com a sociedade, universalizando e democratizando o uso da rede Internet na educação brasileira e com particular destaque para a formação do professor, fazendo uso das mídias digitais, contribuindo no sentido de superar a exclusão digital.

Fonte: Mirian Bueno Fiorenza. [Educação: Fonte de Inclusão]

terça-feira, 12 de maio de 2009

Avançar sempre, retroceder jamais!

Novos desafios, novos aprendizados...
... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que contam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as... Amo tanto as palavras... As inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu... Tem sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que, se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca mais se viu no mundo... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras... Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras. "A palavra" (PABLO NERUDA).

“Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre! Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração... Não me façam ser quem não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão! Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE! Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí ? Eu adoro voar...” (CLARICE LISPECTOR).
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer.
Ter medo de suas lembranças.
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor,
É proibido deixar os amigos,
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso,
Só porque seus caminhos se desencontraram.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
É proibido não buscar a felicidade! (PABLO NERUDA).